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domingo, 17 de agosto de 2014

Adoção / Elisa Lucinda.


...não sei se te contei, mas há algum tempo só minha, me adquiri num mercado onde o escambo era a posse da liberdade...me obtive numa dessas voltas da morte...me acolhi num desses retornos do inferno. Dei banho, abrigo, roupas, amor, enfim... Adotei o meu mim como quem se demarca e crava em si o mastro da terra à vista a cheiro, a tato, a trato, a paladar e ouvindo. Não sei se te contei, me recebi a porta da minha casa...abracei, mandei sentar, abracei eu mesma, destranquei a porta que é preu sempre poder voltar. Dei apenas o céu à sua legítima gaivota. Somos a sociedade e ao mesmo tempo a cota. Visita a anfitriã moram agora num mesmo elemento, juntas se ancoram na viagem das eras...no novelo do umbigo...no embrião do centro...no colo do tempo.
ElisaLucinda.

*...e eu, Joara, desde então, nunca mais me perdi de mim...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Em Luto!


...meu voto morreu...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Louco, eu?



A visão da medicina e da sociedade sobre pacientes mentais evoluiu muito nos últimos anos. Mas uma pergunta continua sem resposta: qual é a linha que separa a lucidez da loucura?

David Rosenhan resolveu fingir-se de louco. Em 1972, ele se dirigiu a um hospital psiquiátrico americano alegando escutar vozes que lhe diziam as palavras “oco” “vazio” e o som “tum-tum”. Essa foi a única mentira que contou. De resto, comportou-se de maneira calma e respondeu a perguntas sobre sua vida e seus relacionamentos sem mentir uma única vez sequer. Outros oito voluntários sãos fizeram a mesma coisa, em instituições diferentes. Todos, exceto um, foram diagnosticados com esquizofrenia e internados.

Assim que foram admitidos, os pacientes passaram a agir normalmente. Observavam a tudo e faziam anotações em suas cadernetas. No começo, as anotações eram feitas longe do olhar dos funcionários, mas logo eles perceberam que não havia necessidade de discrição. Médicos e enfermeiros passavam pouquíssimo tempo com os pacientes e nem ao menos respondiam às perguntas mais simples. “Apesar de seu show público de sanidade, nenhum deles foi reconhecido”, escreveu Rosenhan no artigo On Being Sane in Insane Places (“Sobre Ser São em Locais Insanos”), publicado na conceituada revista Science, em janeiro de 1973. Ironicamente, os pacientes reais duvidavam com freqüência da condição dos novos colegas. “Você não é louco. Você é um jornalista ou um professor checando o hospital”, disseram diversas vezes.

Os falsos pacientes foram mantidos nos hospitais por períodos que variaram de 7 a 52 dias. Foram medicados (assim como boa parte dos internados reais, eles escondiam as pílulas sob a língua e as jogavam fora quando já não estavam mais na presença dos funcionários) e liberados com o diagnóstico de “esquizofrenia em remissão”, uma expressão médica usada para dizer que o paciente está livre dos sintomas.

*Louco é quem me diz que não é feliz...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Poder dos Sonhos.


É libertador parar de sonhar com aquilo que nos angustia, que causa pavor, atribulações, ansiedade, taquicardia etc.
Hoje, graças ao bom Deus, isto me ocorreu.
Pode dizer o que quiser, mas os sonhos têm sim, uma grande influência sobre nós.

Quando sonhamos, com algo que ainda não foi bem digerido, dentro de nós, passamos a esconder em nosso inconsciente. O problema, é que isso não quer dizer que ele esteja tão bem ocultado, a ponto de não poder se impor diante de nós, um dia.

E é exatamente nos sonhos e pesadelos que isto tende a acontecer.
Infelizmente não dá para ter uma convivência harmoniosa, com todas as pessoas que nos rodeiam. Por alguns, sentimos até um certo rancor, odiosidade, ira, mágoa etc., que fica ainda mais palpável quando estamos em um estado alterado de consciência, o que quer dizer: sonhando.
É ao dormir que resolvemos solucionar as questões pendentes e colocar os pingos nos is.

Nos enchemos de coragem e dizemos tudo aquilo que sempre sonhamos em declarar.
São brigas mais que homéricas.

Contudo, isto pode ser bom, porque acordamos aliviados por termos exposto toda essa raiva, mas claro, existe o outro lado da moeda também, podemos entretanto acordar com mais raiva, rs,  por termos tido esta coragem toda, apenas no sonho. Porque a realidade foi outra, bem diferente e vergonhosa: ficamos calados, mudos, anestesiados.

E pode ter certeza, que é o que mais acontece, ou você vai dizer-me que nunca passou por uma situação semelhante: a pessoa te enfureceu ao extremo, mas você não abriu a boca, permaneceu diante dela ou dele, sem saber o que responder? Eu já passei muitas vezes por essa situação e sei o quanto isso nos deixa com aversão. Quando mais precisamos de uma resposta rápida e à altura do que a pessoa nos disse, nada parece adequado é doloroso o bastante.

Só quando vamos para casa, ou estamos debaixo do chuveiro é que as palavras começam a formar frases, a língua começa a coçar, a adrenalina vai aumentando e aí, num ímpeto, você mais parece um orador. Se estivesse em cima de um palco, certamente seria aplaudido por todos. Mas agora já é tarde, a situação já aconteceu e você nada fez!

Mas há ainda aqueles sonhos, em que acordamos e permanecemos o dia inteiro meio desgostosos, acuados, pensativos. É aquele, por exemplo, que você sonha com seu ex, em momentos super especiais mas ele te despreza, aparece com outra, diz na sua cara, quase soletrando ou desenhando, que não te quer mais e ponto final.
Mas como eu estava dizendo, no começo do texto, os melhores são aqueles que você consegue exorcizar o que estava mal resolvido dentro de si.

É o caso de sonhar com a pessoa de quem sente cólera. Um dia você pode ter a sorte de repousar e imaginar que está conversando com a pessoa em vez de estar guerreando. Não há exaltações nos tons de voz, não há mais impulsos potencializados, quem sabe, vocês se abracem e neste momento, notem o quanto de afinidade vocês têm em comum. Quando acordar, metade ou quase toda a raiva terá passado, pode acreditar.

No exemplo, do ex-namorado, você pode sonhar que está passando diante dele e para sua surpresa nada mexer com seus sentimentos; não sentirá mais o aperto no coração e a secura na boca. Você simplesmente sentirá ternura em estar diante dele. Não o quererá como antes, apenas almejarás guardá-lo dentro da alma. Não existirá mais a dor da nostalgia, mas esperança no futuro que cada um terá, mesmo que longe um do outro.

O enigma para amenizar o tormento não é parar de pensar nele (a), e sim, pensar com carinho e com paz no coração, só assim a aflição tornar-se-á suportável.
Os sonhos têm este poder: amenizar desordens emocionais.
Sonhar é o mesmo que estar voando de asa delta e assistir seus problemas do alto, bem menores do que parecem ser, quando se está em terra firme.

Quando acordamos, sentimos uma leveza na alma, o sorriso transparece no nosso rosto com mais naturalidade e tudo parece se assimilar.
Um simples sonho, pode trazer alegria ao seu dia e esperança ao seu futuro.

Que tal, depois que terminar de ler este texto, dar uma cochiladinha? Pode ser esta a solução dos seus problemas. Só não pode hibernar.
Problemas, todos nós temos! Os sonhos podem ajudar, mas é preciso coragem para encará-los de frente também, de preferência, acordada. 
*Sonhar mais um sonho possível... JL

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ostra...



Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas
Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra nela, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola vai se formando.
Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
O mesmo pode acontecer conosco.
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas ideias já foram rejeitadas ou mal interpretadas?
Você já sofreu o duro golpe do preconceito?
Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola!
Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos e mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.
Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!

*As mais preciosas e brilhantes chamam-se "oriente". Seu brilho é devido à superposição das camadas de nácar, que facilita a passagem da luz. Quanto mais tênues e transparentes são as camadas, maior a beleza e o brilho. JL

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Coisas que a Vida Ensina Depois dos 40.

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...


 'Artur da Távola'.

*Adoro os textos de AT! JL

sexta-feira, 22 de março de 2013

The iPad Docking Station.




Meu docking station iPad, a Vênus de Cupertino, é quente fora da imprensa. Se você perdeu a génese deste projeto ver os primeiros esboços da seção desenhos.

A Vênus de Cupertino é uma estação de encaixe escultural inspirado nas formas arredondadas das figuras antigas de Vênus - deusa da fertilidade para a era da tecnologia.

Com mãos suaves, ela vai berçor seu iPad 2, 3, ou mais recente durante a sincronização ou carregamento. Todos os cabos estejam roteados através da base da figura e são completamente alteráveis ​​para suportar iPads futuros. Cada Vênus é fundido a mão na qualidade de museu resina e disponível em uma variedade de acabamentos.

Aqui estão às imagens originais do meu protótipo que inspiraram inúmeros tweets, alfinetes, posts, e re-postos nos últimos seis meses.

O primeiro protótipo digital da estação de acoplagem do iPad Scott que tem sido visto na natureza. Para alguém novo para o projeto, encontrar esboços de conceito.


*A docking station elegante para sincronização, carregamento e exibição. Uma mistura evocativa do simbolismo de fertilidade antigo e culto tecnologia moderna. Eu quero um!

sexta-feira, 15 de março de 2013

O Magistrado Mais Ameaçado do Brasil.



 Juiz Odilon de Oliveira: o magistrado mais ameaçado do Brasil.

O juiz Odilon de Oliveira, de 56 anos, atualmente dorme em um colchonete no chão no fórum da cidade, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e está jurado de morte pelo crime organizado. Sai do seu local de trabalho somente quando estritamente necessário, e sob forte escolta. Em apenas um ano, o juiz condenou 114 traficantes e ainda confiscou seus bens. Como aqueles que colocou atrás das grades, ele perdeu a liberdade:”'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.”

Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. “Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.” O jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. “Estou valorizado”, brinca. Foi quando recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.

Desde junho de 2011, quando assumiu a vara de Ponta Porã, ponto de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do Brasil, as organizações criminosas tiveram severas baixas. Nos últimos meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no país. Oliveira também confiscou 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões, 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, todos comprados com dinheiro das drogas.

Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Mas por fim, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. “No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.” É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou seu quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonetes, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro.

A sua família, que ia se mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça uma marmita, comprada em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. "Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada."

Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. “Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade”. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, prossegue distribuindo sentenças.

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o "rei da soja" no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Fernandinho Beira-Mar. "As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque está vendo os criminosos serem condenados”.
O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha "dever de ofício" enfrentar o narcotráfico. "Quem traz mais danos à sociedade é o mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança."

*Prisioneiro de sua competência. No Brasil quem combate o crime vive assim. Pois esse Juiz é uma pedra no sapato de quem manda no país. Bem... Deixa pra lá, não posso falar muito, não tenho a proteção que ele tem. As condenações penais no Brasil, são um verdadeiro "Faz de conta", as leis mais ridículas da terra. Uma piada de mau gosto que fortalecem o crime e humilham as vítimas e seus familiares. JL

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher!



Homem que é homem ajoelha e pede perdão às mulheres.
Assim me ajoelhei, na noite de ontem, com um bando de marmanjos, no sagrado solo.
O perdão particular, o perdão coletivo e histórico.
Foi bonita a festa, pá, meu caro Sérgio Vaz, fiquei contente.
Quando você se ajoelha por uma grande causa –e a mulher é a minha devoção única- o atrito do joelho no milho moral da existência é muito maior do que você imagina.
Arrepio de novo agora enquanto cato milho nesta minha velha Olivetti Lettera 22.
Descer sobre o milho de atos, pecados, violências e omissões. Nem o maior milharal de trabalho escravo das beiradas do Mississipi seria suficiente para aplacar a nossa ficha corrida, tremenda capivara.
O gesto, porém, é bonito. Quando você encosta a velha dobradiça no cimento, o coração pipoca além do simbólico, muito além da sístole e diástole.
Depois de um sarau da Cooperifa, 12 anos de poesia e combate, o poeta Sérgio Vaz anuncia o “Ajoelhaço”, evento que acontece sempre na semana da Mulher.
Silêncio!
Vaz, puxa em coro em feitio de oração.
O grave da voz do faroeste balança o teto.
De joelhos, na frente das meninas, pedimos perdão pelo conjunto da obra, pelos maus tratos, pelos maus jeitos, pela quebradeira, pela arrogância, pela macheza, pelo ouvido desatento, por não notar que o casamento está uma farsa, enfim, pela coleção das merdas completas.
É bonito, amigos. Num tem apenas mané simbólico na parada. Se você se arrepia e isso vale para tudo, não tem conversa, não tem tese nem antítese, nem agá antropológico. O arrepio é à prova de rótulos e jornalistices apressadas.
O “Ajoelhaço” é uma experiência que deveria fazer parte do currículo da escola dos machos. A velha rótula lanhada -pelo rolimã, as quedas de bicicletas, os carrinhos do futebol e outras malasartes apenas físicas- sentirá o baque da dor que deveras carrega na carcaça.
Foi bonita a festa, pá, vejo Vaz. Zé Batidão vá desculpando aí qualquer coisa. E quem quiser ver a macharada no milho dos mil perdões, às 19h30, do próximo domingo, mostro como foi em crônica para a “TV Folha na Cultura”.
O mais interessante, creio yo, foi perguntar às belas, na lata, se sentiram firmeza no perdão masculino. Foi bonito.
E você, mulher, já perdoou muito nessa vida ou ainda tem um pote até aqui de mágoas?

‘Xico Sá’.

*Enfim uma lúcida crítica! Admiro a poética do gesto... De toda forma, como mulher, agradeço toda atenção, toda forma de amor! A mulher poderosa é aquela que estabelece as próprias regras, que se sente confiante, livre e satisfeita com ela mesma... Felicidades a todas as mulheres... Marias, guerreiras, garotas, meninas, mulheres, mães e avós... brancas, negras, amarelas de todas as cores... JL!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Diagnóstico de Câncer de Estômago pelo Hábito.



  Células cancerosas no pulmão Latinstock. 

O olfato humano, capaz de discernir cerca de 10 mil fragrâncias, também pode detectar uma das doenças mais letais da atualidade: o câncer. É o que garantem pesquisadores israelenses, que desenvolveram um aparelho que, através do cheiro, é capaz de apontar imediatamente se alguém sofre de câncer de pulmão ou de estômago, sem a necessidade de exames invasivos ou caros. O aparelho, desenvolvido em laboratório em 2007 por especialistas da Universidade Technion, em Haifa (Norte de Israel), começa agora a entrar na fase de produção com o nome de “Na-Nose” e pode estar disponível nas prateleiras das farmácias até o final desta década.

Em estudo com 37 pacientes com câncer de estômago, 32 com úlcera e 61 com outros problemas estomacais publicados pelo “British Journal of Cancer”, o aparelho conseguiu discernir as doenças e distinguir entre elas 90% das vezes.
Os resultados desse estudo são promissores, mesmo que necessitemos de testes em mais larga escala para confirmá-los — disse à BBC a diretora de pesquisas clínicas do Centro de Pesquisas de Câncer do Reino Unido, Kate Law.

O aparelho funciona como uma espécie de bafômetro. Os pacientes respiram por um tubo e o aparelho analisa rapidamente cerca de mil gases que saem dele e detecta se há algo de errado. O exame é feito através da mistura das substâncias expelidas no hálito com nanomateriais — formados por partículas microscópicas — específicas dentro do aparelho, através de uma técnica conhecida como detecção por compostos orgânicos voláteis (COVs).

Segundo o inventor, Hossam Haick, da Unidade de Nanotecnologia do Departamento de Engenharia Química do Technion, a máquina já passou por diversos testes clínicos internacionais. Ele afirma que se inspirou na aparente capacidade que cães têm de detectar certos tipos de câncer em seres humanos, entre eles os de pele, bexiga, mama, ovário e pulmão.

O problema é que não podemos levar cachorros para dentro de hospitais por causa da higiene. Fora isso, não tem como nos comunicar com cães de maneira eficiente — explica Haick, de 37 anos, incluído na lista dos 35 cientistas jovens de mais futuro do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 2008.
A invenção é significante porque, atualmente, só é possível detectar a maioria dos tipos de câncer através de tecnologias caras, à disposição apenas em hospitais (como a tomografia computadorizada), ou de práticas invasivas, como biópsias. Justamente por isso, o câncer acaba sendo diagnosticado somente depois que os pacientes reclamam dos sintomas e, na maioria das vezes, já é tarde demais para um tratamento efetivo. Com o aparelho israelense, no entanto, será possível perceber os estágios mais iniciais da doença, o que multiplicaria as chances de cura, segundo especialistas.

O aparelho também pode ajudar durante o tratamento anticâncer, monitorando as diversas fases da luta contra a doença. O aparelho deve custar U$ 10 (pouco menos de R$ 20) e caberá no bolso.
Fonte: Época. 

*Que ótima notícia... Novo aparelho diagnosticará câncer de estômago pelo hálito... E já citaram os futuristas que equipamentos de check-up de saúde em breve seriam acessórios de celulares... JL